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"Apagaram" o combustível. E agora família?

Neste fim de semana, eu tinha um plano. Iria tirar uma folga na sexta-feira `a tarde e visitar uma grande amiga em São Luis do Purunã, a 40 km de Curitiba. A ideia era dormir por lá, deixar a família por uma noite e ter um tempo pra amizade. Mas, fiquei praticamente sem combustível! Achei melhor manter o que tenho no tanque para uma emergência.

Na manhã deste sábado, todos aqui em casa acordaram surpreendentemente cedo. Tenho dois filhos que gostam muito de dormir até tarde. Enfim, por conta dos programas que meu adolescente mais velho queria fazer e do risco de ficarmos sem combustível, começamos a conversar sobre toda essa situação que estamos vivendo.

Greve, capitalismo, corrupção, o risco de ficarmos sem transporte público... enquanto conversávamos, uma cena me veio `a cabeça. Lembrei de algumas noites, da minha infância, quando faltava luz.  Nessas ocasiões, minha mãe nos reunia na cama dela, para contar histórias e brincar de criar imagens de sombras. Aquilo era tão bom que eu adorava quando a energia acabava.

Voltando ao presente e entre uma conversa e outra, falei que a casa estava desabastecida, pois não fui ao mercado como de costume na sexta-feira. Meu filho comentou, "vamos sair pela vizinhança, a pé, pra ver o que podemos comprar?". Rimos porque moramos num condomínio, numa região um pouco afastada do comércio, e não temos o hábito de sair à pé pelas redondezas.

Mais uma vez, lembrei da minha infância, na Vila Hauer, quando tínhamos um armazém de secos e molhados perto de casa, para as emergências. Anos mais tarde um açougue abriu na esquina de onde morávamos. O supermercado, era longe, precisávamos de carro para ir até lá ( isso também acontece hoje, aqui conosco).

Senti vontade de caminhar pelo bairro! Moro perto de Santa Felicidade, região onde ainda encontramos algumas chácaras que devem vender ovos, leite, queijo e lenha... Vale muito à pena "turistar" por além da Rua Manoel Ribas ou da Via Vêneto.  Em "Santa" encontramos paisagens lindas que em nada lembram uma cidade grande.Rua de Santa Felicidade

 Atravessamos o sábado sem maiores problemas. Meu filho mais velho foi encontrar os amigos já que os ônibus estão circulando.  Meu outro filho ficou aqui no condomínio, recebeu um amigo que mora a algumas quadras e passou parte da tarde andando e fazendo manobras de skate.  Fomos  até jantar na casa de amigos que moram perto!!!

Chácara em Santa Felicidade

Chegou o domingo! Já agendamos um Uber ( movido a gás) para atravessarmos a cidade e comemorarmos os 50 anos da minha cunhada. Mas, caso não fosse possível, poderíamos aproveitar o dia de sol no Parque Tingui - que fica no Bairro São João, a dois quilômetros de casa. Ou,  quem sabe, no Parque Tanguá - um pouco mais longe - na divisa com o Cascatinha. Seria uma bela caminhada e uma daquelas experiências pra ficar na lembrança da família toda. 

Santa Felicidade guarda ainda o ritmo de outros tempos. 

Bem, minha dúvida agora é mais prática. E deve ser a mesma da maioria da população que usa carro. Como levar  os meninos pra escola ou ir trabalhar?  Por um tempo, talvez um rodízio de caronas funcione. Depois, o jeito será usar o transporte público, que certamente ficará sobrecarregado esta semana. De tudo, a única certeza que tenho é: preciso ir ao supermercado!

 


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